Tempo de pandemia, publicidade criativa.

Atravessamos tempos sem precedentes. Não haverá uma única pessoa no mundo que não esteja a ser afectada pela pandemia do COVID-19. Positiva ou negativamente. Umas mais, outras menos. Há as que tentam (e bem) tornar esta situação numa vantagem competitiva. Nas empresas não é muito diferente. Algumas só agora despertam para a realidade digital. Para essas, espero que não seja tarde.

As crises económicas sempre tiveram o dom de reinventar o mercado. É certo que muitas empresas abrem falência, mesmo em áreas de actividade historicamente consolidadas. No entanto, novas oportunidades se criam. O mundo de hoje tem necessidades muito diferentes do que tinha, por exemplo, no início deste ano. É caso para dizer que nada será como dantes.

Falando de adaptações ao mercado, trago alguns exemplos de organizações que moldaram a sua comunicação à actualidade. No marketing, isso é chave. Parte importante do sucesso e crescimento que estas marcas geraram deve-se ao seu estilo de publicidade criativa. Muitas vezes disruptiva.

De uma forma ou outra, todas promovem o distanciamento social. Esse é, e deve ser o denominador comum da sociedade nos dias de hoje. É inegável que as marcas têm um papel importante na sociedade. Muitas delas representam um culto, uma religião. É por isso importante que a política de responsabilidade social esteja alinhada com as orientações das entidades competentes (WHO). Sobretudo na sua vertente de comunicação institucional. Mas será que sempre foi assim?

Sempre fui apaixonado pela publicidade que se fazia antigamente. Don Draper <3. Poucos formatos, recursos escassos, muitas vezes censura. Esta é bem antiga e remete-nos igualmente para tempos de pandemia. Nunca se falou tanto da Gripe Espanhola de 1918 como agora, essencialmente como base de comparação dos dados de propagação, mortalidade, etc… Eis algumas manobras publicitárias da altura.

Realidades bem diferentes, decerto. Curiosamente, a comunicação à volta da situação em Espanha provocou o seu nome. Ainda em período de guerra, o nosso país vizinho era neutro, mas os relatos vindos da morte do rei Afonso XIII causaram uma falsa sensação de que Espanha estava a ser especialmente atingida. Fake news, diria Donald Trump.

E porque não só as grandes marcas comerciais trabalham a sua criatividade, termino esta publicação com um dos melhores artistas contemporâneos. Deixo-vos com a genialidade Banksy, em casa, sob título “my wife hates it when I work from home“.

Fontes: Seed to Branch; Brilliant Ads

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